sexta-feira, 31 de julho de 2009

Por que não Grafite?

Sou um dos poucos que defendem Dunga (e olha que já arrumei muita discussão por causa disso), mas seus números à frente da seleção brasileira são inegáveis e inquestionáveis. Sempre que exigido, o "carrancudo" ex-volante mostrou resultados, e melhor do que muitos treinadores que se julgam "top".

Mas em sua última convocação para o amistoso contra a Estônia, no dia 12 de agosto, Dunga mostrou certa incoerência ao convocar Diego Tardelli, do Atlético Mineiro. Independente dos problemas extracampo, o atacante sempre mostrou inconstância dentro das quatro linhas. É o típico jogador de altos e baixos, do qual não se pode confiar (apesar de brigar pela artilharia do BR-09).

O próprio Dunga diz que "futebol é momento e vão aqueles que estão melhores". Até aí perfeito, então por que não convocar Grafite? Campeão pelo Wolfsburg e artilheiro da Bundesliga com 28 gols. Se futebol é momento o de Grafite foi muito melhor do que o de Tardelli, pois o jogador contribuiu significativamente para o primeiro título do modesto Wolfsburg. Ou alguém acredita que o nove atleticano será capaz de realizar tamanha proeza?


Diogo Patroni

domingo, 26 de julho de 2009

Devaneio da semana

“O City tem tudo para se tornar um clube de massa. É um grande projeto. Cheguei no começo e desejo ficar para crescer junto com o time. Quero fazer parte desse crescimento. Em cinco anos será um grande clube, como Real Madrid e Barcelona”.

A frase é de autoria do imponderado Robinho, em entrevista ao jornal inglês “Daily Mail”. É justificável a intenção do atacante brasileiro em ser um dos sustentáculos do megalômano plano do ainda tacanho Manchester City, mas dai a projetá-lo como uma das principais forças europeias em apenas cinco temporadas é tripudiar de nossa inteligência. Menos Robinho, menos...


Ricardo Gomes

sexta-feira, 24 de julho de 2009

hipócrita e irracional?

Não concordo com as declarações de Mário Gobbi, vice-presidente, do Sport Club Corinthians Paulista, (nos principais veículos de comunicação) ao chamar as manifestações da torcida de hipócrita e irracional.
Ora, vice-presidente irracional para o torcedor é esfacelar uma equipe que conquistou três títulos em sete meses. Irracional é acabar com um projeto do "tão festejado" centenário.
O corintiano ficou muito machucado, após a queda para a Série B, e sua única alegria estava nessa equipe vitoriosa e vibrante. Portanto, hipócrita é o senhor que substima a capacidade de seu próprio torcedor, aquele que paga ingresso, e não tem onde estacionar, tampouco um banheiro decente, mas debaixo de sol ou chuva está lá para apoiar o Corinthians.
Respeite o verdadeiro corintiano, maloqueiro e sofredor

Diogo Patroni

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Levinho encarnado?

O avante brasileiro Liedson escancarou nesta sexta-feira por meio de uma carta à Federação Portuguesa o seu desejo em atuar pela seleção local. O envio da missiva dá combustível ao apelo de parte da imprensa lusitana de que o ex-jogador de Corinthians e Flamengo certamente disputaria uma vaga no pobre setor ofensivo português.

O próprio selecionador nacional, Carlos Queiroz, já estaria esmerilhando o caso. O baiano Liedson, que nunca foi brilhante, mas é um dos mais contundentes atacantes em atividade na Liga Portuguesa, passará assim a ser mais um dentre tantos que tentarão a sorte defendendo as cores da pátria consanguínea.

Ainda em fase de transição e variavelmente inapetente, a linha de frente dos Tugas é uma enorme vala aberta para “Levinho”, como o camisa 31 do Sporting Lisboa é carinhosamente chamado, mostrar o seu valor e, de repente, cavar espaço no grupo que disputará as últimas, e decisivas, rodadas das eliminatórias européias, na qual Portugal claudica e corre risco de nem viajar à África do Sul no próximo ano.


Ricardo Gomes

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Em busca da América-Parte II


Pois é, talvez nem o mais otimista dos atleticanos acreditaria numa virada do Estudiantes, em pleno Mineirão. A equipe orquestrada por Juan Sebástian Veron se portou muito bem, na casa do adversário e em nenhum momento se intimidou com os (poucos) gritos de "Vamos Cruzeiro" .

Matreiros e tarimbados os argentinos trataram de esfriar a partida logo no ínicio. Era jogador caindo no campo , deixando o cotovelo na dividida (Veron se vingou de Ramires) e principalmente fazendo rodízios de faltas em Kléber. Anti-jogo? trapaça?

Não, meu caro leitor a Libertadores é assim mesmo vence aquele que alia malandragem e catimba, com um futebol eficiente. Por isso deu Estudiantes, com toda justiça diga-se de passagem.

Agora um comercial de TV terá que ser atualizado para 22 Libertadores.
Diogo Patroni

Campeão europeu reforçado

O Barcelona, campeão da última edição da Champions League, fechou nesta quarta-feira a contratação do lateral-esquerdo brasileiro Maxwell. Segundo a imprensa europeia, o negócio é fruto de um acordo consensual entre o clube espanhol e a Internazionale, que deverá receber £ 4,5 milhões como contrapartida.

Esquecido por Mourinho em Milão, que nunca negou a sua predileção pelo jovem Santon, o utilitário Maxwell chega para tentar preencher uma lacuna que teima em perdurar há pelo menos três temporadas. Desde a saída do modesto Van Bronckhorst, peça interessante na engrenagem do grande time que levou a CL em 2005/06, o Barça não conseguiu emplacar um canhoto convencível por aquele lado.

E é exatamente ai que reside a válvula que fomenta as esperanças de Maxwell em vingar com a camisa blaugrana. Seu único concorrente na posição, o francês Abidal, ainda não foi nem sombra do bom jogador que brilhou no Lyon.

Nascido em Cachoeiro do Itapemirim, Maxwell surgiu nas categorias de base do Cruzeiro, mas se transferiu para a Europa antes mesmo de estrear como profissional. Aos 20 anos, foi contratado pelo Ajax, após se destacar em um torneio na Holanda. Em 2006, transferiu-se para a Inter, emblema onde conquistou três títulos da Serie A e duas Supercopas da Itália.


Ricardo Gomes

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Em busca da América - Parte I

Nesta quarta-feira, a partir das 21h50, Cruzeiro e Estudiantes iniciam a luta pelo título da Libertadores da América. As equipes já se enfrentaram na fase de grupos, porém os confrontos não servem como parâmetros para a grande final.

No jogo de ida, no Mineirão, vitória da Raposa por 3 a 0, com direito a espetáculo de Kleber. Já na volta os hermanos venceram os mineiros por 4 a 0, após muita confusão fora de campo. Tenho ouvido por aí que o Cruzeiro é amplamente favorito, mas há de se respeitar o futebol argentino tão aguerrido nas finais. Os números comprovam que em 11 decisões de Libertadores foram 8 vitórias argentinas, contra apenas 3 brasileiras.

O Estudiantes não tomou nenhum gol em casa e tem no seu maestro Juan Sebástian Verón, a inspiração para a vitória. Hoje acredito que se perder por um gol, para o Cruzeiro já é um bom negócio. Mas se a equipe celeste mostrar o mesmo futebol que jogou contra São Paulo e Grêmio, aí sou mais Cruzeiro.

Cravo 1 a 1. Ah hoje é dia de escutar: "Amigo, hoje o Cruzeiro é Brasil na Libertadores" (então os atleticanos são Argentina?).

Diogo Patroni

terça-feira, 7 de julho de 2009

Muricy vai pular o muro

Respeitabilíssimo pelo excelente currículo (tri-campeão brasileiro, com o São Paulo 06/07/08), Muricy Ramalho é o alvo da vez, no Parque Antártica. Após sua demissão, do São Paulo Futebol Clube ficou evidente, que a queda de Luxemburgo, no Palmeiras era questão de tempo (mais precisamente uma semana).
Pois bem, os palestrinos centraram toda a artilharia no homem do "aqui é trabalho, meu filho". O passo inicial fora dado na sexta-feira, quando o treinador rescindiu de vez com os "ressentidos" do Morumbi. Especulava-se que uma reunião entre Muricy e o presidente da S.E Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo ocorresse ainda no domingo, mas o treinador preferiu adiar o encontro.
Dizem as más línguas que por estar no topo, Muricy estaria apenas aguardando a queda de Tite, no Internacional (equipe na qual é idolatrado). No entanto, a "sábia" diretoria colorada já garantiu Tite, no comando até o fim de 2009.
Temendo arranhar sua imagem e perder a oportunidade de dirigir o Palmeiras, Muricy Ramalho iniciou nesta terça-feira, os primeiros contatos com cúpula alvi-verde. Seu empresário Marcio Rivellino jantou com o vice-de futebol, Gilberto Cipullo.
Provavelmente até o fim desta quarta-feira teremos um desfecho, com Muricy assumindo o boné da S.E Palmeiras, para tristeza do pessoal que fica do outro lado do muro, na Barra Funda.
Diogo Patroni

O novo "paredão" rossoneri

É crime um grande emblema europeu contratar um qualificado atleta norte-americano? Ao que parece sim. Diversas mídias especializadas trataram com certo estapafúrdio o acerto do vínculo entre o defensor Oguchi Onyewu e o Milan. Proveniente do belga Standard Liège, o jogador, de 27 anos, foi um dos destaques da surpreendente campanha que rendeu aos EUA o vice-campeonato na Copa das Confederações.
Pela vitalidade que apresentou no certame sulafricano, Onyewu chega com boas credenciais para brigar (e por que não?!) por uma vaga na esfacelada defesa milanesa, sofrível de talentos na posição. Basta conferir no site oficial do clube quais os nomes disponíveis para a temporada 2009/10 e verá que a disputa não será tão inclemente assim. Medalhões como Kaladze, Bonera, Favalli e o desafortunado Nesta deixaram de ser solução há muito tempo para virarem verdadeiros estorvos nas fileiras rossoneri. Já que a carência no setor defensivo é flagrante e o orçamento parece estar engessado (ainda que falemos de um clube cujo mandatário é Silvio Berlusconi), uma ótima e, certamente bem-sucedida, alternativa seria trazer Lúcio, defensor de talento raro e inexplicavelmente desempregado.


Ricardo Gomes

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Eu confio

Pronto, agora só resta esperar o colossal debut. Confesso que estou muito entusiasmado em acompanhar as peripécias de C. Ronaldo e Kaká com o manto alvejante do Madrid. Ainda ouço vozes dissonantes e deveras previdentes acerca de um (muito provável) sucesso do faturado dueto, entoando analogias-muitas delas infundadas-sobre o controverso primeiro período “galáctico”. Falem o que quiser sobre a rede de intrigas que se criou naquela oportunidade, resultando, inclusive, em seguidas tentativas fracassadas de alcançar títulos de expressão, só não deixem de lembrar que aquele mesmo time impingiu rastros de genialidade em diversos lugares pelos quais passou. E é nesse direito que eu resguardo a minha esperança em ver novamente um futebol fantasista, sem medo de ser, e de nos fazer, feliz.

Ricardo Gomes

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Bons negócios?

Esbanjador nos últimos 15 anos, o Manchester United dá mostras neste período de recesso nas atividades que a adoção da política de aquisições modestas (monetariamente nem tanto, mas midiaticamente sim), porém funcionais, começa a fincar raízes por lá.

Claudicante ainda em razão da saída de sua estrela maior, o português Cristiano Ronaldo, os Red Devils vão aos poucos reconfigurando o seu plantel para o início da pré-temporada que se avizinha. Cientes de que o espectro de seu antigo camisa sete demorará a ocultar-se, diretoria e comissão técnica colocam a mão na massa para manter a excelência no trabalho, algo inquestionável se levarmos em conta os dois últimos anos. O retorno prático de todo esse empenho, entretanto, não parece acalentar, ao menos por hora, os corações dos aficionados vermelhos. Se antes aspiravam Ribery e Aguero, jogadores do primeiro escalão, agora direcionam as suas estimativas em torno de jovens e incógnitos talentos-casos de Valencia (ex-Wigan) e do sérvio Ljalic (ex-Partizan)- e até de quem nem está em sua plenitude atlética, vide Michael Owen.

Nomes e cifras que vão de contraponto aos anúncios feitos pelo Real Madrid no último mês. O que isso significa? Ainda não sei. Talvez um repente magnânimo do sempre prepotente emblema inglês em admitir atletas escusos ou longe de sua melhor forma. Ainda que apresente ao mundo um time com notáveis lacunas e sem o mesmo brilho de antes, acho crível que o United pulule como franco pleiteador ao tri nacional e demais torneios domésticos.


Ricardo Gomes

quarta-feira, 24 de junho de 2009

No lo puede creer


Incrédulos estão os espanhóis, estadunidenses e demais cidadãos que formam a grande e aficionada bolha futebolística deste planeta.
O que se viu na tarde desta quarta foi um daqueles acontecimentos memoráveis, para se registrar nos anais do desporto global. A Espanha, com todo o seu luxo, caiu de maneira desmoralizadora diante de um oponente sem qualquer faculdade e/ou perfil para pleitear a distinção de favorito ao título da Copa das Confederações ou seja lá qual for o certame.
Praticantes históricos do futebol insosso, porém, algumas raras vezes contundente, os EUA tiveram a dignificante missão de recolocar, ao menos por um efêmero período, o selecionado espanhol em seu devido lugar de refugador em competições de peso.
É legítimo a “Fúria” gabar-se de seus 993 dias sem conhecer o amargo gosto da derrota, marca de difícil acesso. Proporcionalmente difícil também é lembrar que o longevo período de invencibilidade foi corrompido de forma acachapante, perante um rival notadamente inferior, e em um torneio que selaria em definitivo a auto-afirmação dos atuais campeões europeus a menos de um ano da Copa do Mundo.
Portanto, viva Altidore, viva Dempsey, improváveis merecedores de nossas sinceras palmas.


Ricardo Gomes

A saga "o coringão voltou" vira história em quadrinhos


O dia 02 de dezembro de 2007 ficará para sempre na memória do corintiano. A data marcou o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, uma página negra na história do clube.
Já o ano de 2008 marcou a união da torcida pelo resgate da dignidade corintiana. Campanhas foram criadas e a corrente se fortaleceu cada vez mais. Os gritos (antes de protesto) se tornaram incentivos. Não pára, não pára, não pára!

Em 38 jogos na Série B foram: 25 vitórias, 10 empates e apenas 3 derrotas. Desta forma a equipe voltou ainda mais fortalecida para 2009, e de quebra abocanhou o título paulista de forma invicta.

Todos os feitos (do rebaixamento à ascensão) serão contados no formato de histórias em quadrinhos (estilo mangá), em parceria recém anunciada entre o departamento de marketing do clube e a Editora BB. A publicação estará nas bancas a partir de julho e terá preço acessivel. A princípio serão produzidas duas versões, uma com capa dura (vendida em livrarias) e outra convencional (vendida em bancas de jornais).
A iniciativa parece mais uma boa saída para o marketing alvinegro, porém os desenhos carecem de aprofundamento maior, uma vez que os traços são confusos. Os jogadores são muito parecidos e Mano Menezes está loiro e com muito cabelo. Apesar dos erros e acertos aí fica uma boa pedida aos corintianos e amantes de quadrinhos.


Diogo Patroni

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Por que Muricy caiu


Talvez o leitor já esteja cansado de acompanhar a repercussão do "Adeus Muricy", mas não podemos deixar tal fato escapar. A diretoria do São Paulo sempre fora muito elogiada pelos acertos, porém agora cometeu um dos maiores erros e deu mostras de total desrespeito.

É certo, que o carrancudo treinador não possui o perfil do "gentleman" idealizado pelos senhores do Morumbi. É certo que Muricy perdeu quatro Libertadores (e para times brasileiros). Mas é certo também que ganhou três Campeonatos Brasileiros (em sequência) e sem o tradicional meia de ligação.

Durante pouco mais de três anos e meio no comando da equipe o treinador se viu obrigado, na maioria das vezes a arrumar soluções na base do improviso. Foi assim com Richarlysson, (ora lateral, ora volante), com André Dias (zagueiro e lateral), Jorge Wagner, (de lateral a meia armador). O técnico parecia ter achado a fórmula do sucesso, uma vez que criou uma equipe "quase" que imbatível no cenário nacional e revelou jogadores como, Breno, Alex Silva, Jean e Hernanes.

O último nome parecia ser a jóia rara e que geraria cifras aos dirigentes tricolores. Mas tanto treinador, como jogador acabaram vítimas do insucesso de sua própria diretoria. O São Paulo-09 ainda carecia do tal meia, mas para os senhores da razão "o jovem talento da camisa nº 15 é habilidoso e tem bom passe, o treinador com certeza vai dar um jeito nisso e colocá-lo no meio, assim não precisamos contratar".

Ledo engano, Hernanes é volante de vocação e neste ano não foi bem e conseqüentemente a equipe também não rendeu o esperado na mão de Muricy. O São Paulo sucumbiu diante de suas próprias limitações (ignoradas pela sua diretoria) e também pela prepotência exacerbada ao pensar única e exclusivamente na Libertadores. Desdenhou o Campeonato Paulista e caiu vexatoriamente diante do rival, mas mesmo na competição sul-americana a equipe não dava mostras de sucesso.

No entanto, a maior crise ainda estaria por vir, Washington foi contratado como o salvador da pátria, porém tal fama gerou ciúmes dentro do elenco, Borges, Dagoberto e até André Lima se voltaram contra o "coração-valente". O resultado foi uma queda de produção acentuada do jogador e do elenco.

A situação ficou incontrolável dentro dos vestiários, mesmo assim a diretoria não garantiu nenhum respaldo ao técnico. Em todas as alterações do comandante alguém sempre saía de cara feia. Jorge Wagner foi para o banco, assim como Hernanes (a tal esperança).

Na última quinta-feira, após a derrota para o Cruzeiro a diretoria garantiu que o treinador “estava prestigiado”. Na linguagem do futebol significa: “se perder mais uma, ele caí”. Mas não foi preciso novo jogo e na sexta-feira, Muricy Ramalho deixou o comando do São Paulo Futebol Clube.

A surpresa foi a rapidez no anúncio do novo comandante, em menos de 12 horas, Ricardo Gomes já era dado como substituto. Com certeza, o politizado ex-zagueiro, já estava apalavrado com os senhores do Morumbi. Ou seja, restava apenas a queda do atual para que ele assumisse. Mas nos bastidores os questionamentos são outros, uma vez que o Morumbi está ameaçado de não sediar a Copa do Mundo de 2014, sendo assim Ricardo Gomes teria um bom relacionamento com o outro Ricardo, o Teixeira, em virtude de sua mulher ser filha do mandatário da CBF e uma das responsáveis pelos projetos para 2014.

É clara e notória que as pressões para o estádio sediar a copa são grandes. Donos de camarote reclamam que precisam receber o que pagaram pelo espaço. Desta maneira Juvenal Juvêncio deverá concentrar todos os investimentos no Morumbi, deixando o futebol em segundo plano.

Portanto quem pagou foi o técnico turrão que não se envolve em política e que dá a cara para bater. Que as perspectivas em torno da contratação de Ricardo Gomes não se confirmem, senão mais uma vez o futebol vai perder para o tal jogo de cena de nossos “senhores do ar-condicionado”.
Diogo Patroni

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Um substituto para Cristiano Ronaldo


Se a diretoria do Manchester United oficialmente ainda não iniciou a sua peregrinação atrás de alguém para ocupar a lacuna (e que lacuna!) deixada pelo gajo, que se debandou para o Real Madrid, o The Guardian se dispôs a ajudar e garimpou seis nomes potencialmente interessantes para Sir Alex Ferguson e companhia. São eles: Franck Ribery, David Villa, Aguero, Valencia (Wigan), Benzema e Javier Pastore, do Huracan.
Dos figurões citados na relação divulgada pelo tablóide, o francês Franck Ribery me parece ser a aposta mais indefectível.
Veloz, regateador, e cada vez mais emergente como uma das grandes estrelas do futebol mundial, Ribery atende a todos os requisitos para a posição de “ponteiro” dos Red Devils. Um dos grandes entraves na transação seria o alto valor imposto ao craque, que gravita em torno dos £ 50 milhões.
Caso as sondagens pelo camisa 7 do Bayern Munchen não avancem, uma boa alternativa seria a de investir em Antonio Valencia, equatoriano que foi um dos pilares da boa campanha do Wigan na última Premier League. Kun Aguero, Villa e Benzema me parecem candidatos a uma vaga no ataque, faixa em que acirrariam disputa pela titularidade com Rooney, Berbatov e, por enquanto, Tevez. Quanto ao argentino Javier Pastore, prefiro não emitir qualquer juízo, já que ainda não o vi atuar. Interessante notar ainda que, na mesma nota, o The Guardian crava os brasileiros Nilmar e Douglas Costa (Grêmio) como possíveis “contratáveis” pelo atual campeão inglês.


Ricardo Gomes

terça-feira, 2 de junho de 2009

Cadê o chinelo?

Adriano continua aprontando das suas. No domingo logo após o gol marcado na reestréia com a camisa rubro-negra diante do Atlético-PR, o imperador (agora Rei do Rio) caiu nas graças da massa. O Maracanã recebeu mais de 70 mil pessoas e antes da bolar rolar o espetáculo foi da torcida.

Tudo maravilhoso, Adriano marcando na volta e o Flamengo retomando o caminho da vitória e a torcida com boas perspectivas para o futuro. Mas foi só o domingo passar que o "velho" Adriano voltou a tona mostrando sua face indiscplinada.

O jogador não apareceu para treinar na segunda-feira e hoje a justificativa foi falta de comunicação com a diretoria. Será?

Pelo visto o ano será cheio de "imprevistos" na Gávea e se Adriano ganhar regalias quem perde é o Flamengo. Então um conselho ao imperador que esqueça os devaneios alheios e se concentre única e exclusivamente no futebol. Alô Adriano está me ouvindo?


Diogo Patroni

quinta-feira, 28 de maio de 2009

curta o hino do campeão

Tot el camp,
és un clam
som la gent blaugrana,
Tant se val d'on venim
si del sud o del nord
ara estem d'acord, ara estem d'acord,
una bandera ens agermana.
Blaugrana al vent,
un crit valent
tenim un nom, el sap tothom:
Barça , Barça, Baaarça.!

Jugadors,
seguidors,
tots units fem força.
Son molt anys plens d'afanys,
son molts gols que hem cridat
i s'ha demostrat, i s'ha demostrat,
que mai ningu no ens podrà torcer
Blaugrana al vent,
un crit valent
tenim un nom, el sap tothom:
Barça, Barça, Baaarça.

Confira abaixo o hino cantando pela torcida no Nou Camp:



Mes que un club-O dono da Europa

Mais uma Champions League chegou ao fim, na última quarta-feira, e como não podia de ser com a pompa de sempre . Quem não se emociona ao ouvir aquele hino?
"Die Meister, die Besten, les meilleurs equipes, the champions"
Manchester e Barcelona era a final dos sonhos (a mais aguardada por todos), talvez tal expectativa gerada tenha sido frustrante em termos futebolísticos. A começar pelo Manchester United, completamente descaracterizado com o fardamento branco.
A partida começou estudada e com um leve domínio inglês, mas no primeiro ataque catalão gol de Eto'o, um a zero Barça. A partir daí o que se viu foi um descontrole total da equipe comandada por Alex Fergunson, o meio de campo não combatia e não apoiava, Rooney estava sumido e talvez o único lúcido fosse o gajo Cristiano Ronaldo, porém este estava sozinho.
No segunto tempo o Barcelona apenas administrou e em noite inspirada Xavi encontrou Messi, que fez o primeiro gol de cabeça com a camisa azulgrená. Vitória do futebol mais empolgante e envolvente, vitória de Pep Guardiola, um técnico novato e destemido. Vitória de Puyol, capitão polivalente. Vitória de Xavi e Iniesta, meias fundamentais e cujos papeis são de meros coadjuvantes. Vitória mais do que merecida de Lionel Messi, talento argentino que foi desprezado nas categorias de base do River Plate e hoje se consagra como o melhor do mundo. Vitóriada da gente azulgrená.
Diogo Patroni

terça-feira, 26 de maio de 2009

Desnecessário...



Despedida com festa e pompa a uma das maiores bandeiras da história do Milan. Solene, assim, foi o ato que sucedeu a partida entre o gigante rossonero e a Roma-3 a 2 para o emblema da capital-, no estádio San Siro, em homenagem ao indelével Paolo Maldini.

Tudo ia bem. Simpático, “o eterno 3” saudava atenciosamente a todos que lhe apareciam pela frente, distribuia sorrisos e parecia fazer uma força homérica para conter as inevitáveis lágrimas. Eis que surge Leonardo, diretor de futebol do Milan, que tenta, em vão, afagar il capitano.
A resposta ao pressuposto abraço do brasileiro você vê na montagem de fotos acima. Segundo a imprensa esportiva italiana, o destempero de Maldini se deve a forma como Leonardo ciceroneou o processo da possível saída de Carlo Ancelotti-posto que o ex-flamenguista deverá ocupar a partir de junho.

Eu, sinceramente, qualifico o episódio como desprezível, completamente insignificante dada a grandiosidade do momento. Mas, como criar celeumas não é nada inglório para os sensacionalistas de plantão, aguardarei o desenrolar da história.


Ricardo Gomes

domingo, 17 de maio de 2009

O campeonato ainda não começou

Após o término, da segunda rodada, do BR-09 chego a conclusão que de fato a competição só vai começar com o término da Libertadores e Copa do Brasil. Os grandes ainda não mostraram sua cara, mas sei que muitos vão me contradizer e perguntar: e o Internacional não é líder?
Sim de fato é, porém em um campeonato de pontos corridos nem sempre aquele que sai na frente é campeão (lembrem-se dos cavalinhos do Fantástico).
É notório que São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo e Grêmio, ainda não entraram em campo. O São Paulo se perdeu totalmente com a pausa forçada na Libertadores, não fosse André Lima impedido (o quinto irregular em seis tentos marcados), o tricolor amargaria mais uma derrota. Já o Corinthians, em jogo sonolento deu mostras de que só pensa na Copa do Brasil e o preciosismo de André Santos falou mais alto. O Palmeiras sequer fez frente aos reservas colorados, com mais uma atuação discretissíma da dupla batalha naval, K9 e CX10. O Flamengo não sabe o que é balançar as redes, o Cruzeiro perdeu por 2 a 0 (no esmaga sapo dos Aflitos) e o Grêmio foi garfado no Mineirão.
Na Vila Belmiro, a torcida e Fábio Costa deram mostras de destempero e irracionalidade. A primeira por ostilizar o polivalente Mádson, apenas por ele ter guardado a camisa que ganhou de Ronaldo. Enquanto o arqueiro valentão proferiu "elógios" sem sentido ao jovem Paulo Henrique, culpando-o pelo empate em 3 a 3, diante do Goías.
Certamente este será um campeonato atípico. Hoje estariam rebaixados, Corinthians, Atlético-PR, Coritiba e Flamnego. Muito cedo para qualquer prognóstico, não?

Diogo Patroni