sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Brasileirão 2009 repete tabela do Palmeiras

Nesta sexta-feira a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) divulgou a tabela do Brasileirão 2009, que se inicia no dia 10 de maio. A príncipio serão 10 jogos envolvendo 20 equipes, até ai nada de anormal, porém há algumas controvérsias com relação há algumas partidas.
O Palmeiras curiosamente estréia contra o Coritiba (mesmo adversário da 1ª rodada do campeonato passado). Na segunda rodada a repetição também acontece, entre Internacional x Palmeiras (somente o mando é invertido). No terceiro jogo a equipe de Parque Antártica enfrenta o São Paulo, enquanto no ano passado o jogo foi diante da Portuguesa.
Para mais uma infeliz coincidência de quem organizou a tabela, a sexta partida será diante do Curzeiro, no Palestra Itália (igual ao Brasileirão 2008). Será que não era possível fazer uma tabela diferrente, em relação à edição passada. Por que só o Palmeiras repete a mesma sequência de jogos?
Diogo Patroni

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Símbolos de raça

Na rodada do Paulistão, de ontem tivemos a demonstração de dois símbolos de raça, dois jogadores incansáveis que sofrem por seus clubes. O primeiro deles é o arqueiro Rógerio Ceni, do São Paulo Futebol Clube e ícone máximo do tricolor paulista.
Rogério sim falhou bisonhamente no gol do Bragantino, porém logo em seguida deu mostras de amor à sua equipe ao se deitar no gramado e lamentar o fato de não poder mais ajudar o time. O goleiro sentiu novamente a contusão e desabou com a mão na cabeça e a consciência de quem retornou muito antes do previsto, ou como dizemos na linguagem do futebol foi fominha. Mas foi fominha por amor e por gostar de jogar futebol e principalmente de estar presente em todas as conquistas do São Paulo
Chicão o Xerife do Timão
Jogo feio truncado, a zaga atordoada e Paulista 2 x 1 Corinthians. Mas eis que surge Chicão, o zagueiro artilheiro e salvador da pátria alvinegra. Após pênalti em Souza aos 20 minutos do segunto tempo, o zagueiro foi para a cobrança e converteu empatando a partida.
Já dez minutos mais tarde, após falta em Otácilio Netto, Chicão se apresentou mais uma vez e após um pequeno entrevero com André Santos, o camisa três de Parque São Jorge guardou mais uma e o quinto gol no Paulistão, sendo três gols só nos ultimos dois jogos.
Haja vista se todas as equipes pudessem contatar com a valentia e a hombridade desses dois jogadores, talvez conseguiriamos resgatar o velho amor à camisa, ou não?
Diogo Patroni

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Henry vaticina


Retomando a velha forma, o atacante francês Thierry Henry aproveitou a ótima atmosfera entre os jogadores barcelonistas para destilar um pouco de humildade e companheirismo, o que, convenhamos, é demais oportuno no momento.

- Messi é o melhor jogador do mundo. Ele poderá obter o mesmo sucesso de Ronaldinho Gaúcho no início de sua passagem por aqui. Mas só o futuro dirá, veremos dentro de dez anos – disse o carrasco brasileiro na Copa de 2006.

Para mim, apesar da contundência, Henry choveu no molhado. E digo mais, acho até que Messi, ou Messias, dependendo da circunstância, suplantará em termos de títulos e conquistas individuais o seu amigo brasileiro. Isso independe de seu desempenho com a camisa da seleção, da qual inclusive, já recebe contestações por parte de torcedores (segundo confidencia o redator Diogo Patroni) e até do ídolo “mor” dos portenhos, el diez Maradona. Vale lembrar que entre 2004 e 2005, período em que Ronaldinho reinventou o tão propalado futebol-arte e tirou o Barcelona de um indigesto jejum de títulos, o antigo ídolo catalão pouco encantou enquanto esteve em campo com a camisola verde e amarela.

Henry só colocou em xeque uma de suas previsões: a do tempo que o argentino levará para conseguir o que o dentuço conseguiu. Acredito que em três anos (chutando por alto), Lionel já terá sacramentado o seu nome como um dos maiores, senão o maior, que já vestiram a indumentária blaugrana.

É um exercício no mínimo interessante vislumbrar o que Messi, no alto de seus 21 aninhos, fará até os 28, 29, idade em que, segundo os catedráticos da bola, dura o ápice técnico e físico de um atleta. Só nos resta orar para que nenhum trilhardário russo ou árabe resolva macular essa história.

Ricardo Gomes

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Dezessete querem, mas só doze conseguirão

O assunto Copa do Mundo 2014 já deixou de ser algo ligado somente ao esporte, para se tornar plataforma política. A visita dos inspetores da FIFA parece um reality show, ou um minuto a minuto de internet. Cada dia eles avaliam um local. Mas em cinco minutos e apenas com um vôo de helicóptero é possível?
São 17 cidades brigando para estar entre as 12 favoritas, mas talvez falte um pouco de nexo aos dirigentes. Qual a razão de levar uma copa para Rio Branco? Se querem contemplar todas as regiões, então por que não escolhem Belém, que possui o recém inaugurado e moderno Mangueirão?
Será que somos capazes de fazer um belo espetáculo e reconstruir nossos estádios que estão em ruínas? Sinceramente, não há um estádio em condições de receber a Copa do Mundo, nem mesmo o Beira-Rio, tampouco o Morumbi (com seus pontos cegos).

Agora ver e ouvir que os investimentos em cidades como Goiânia serão de R$ 3 bilhões, que haverá metrô de superfície, melhora na infraestrutura e tudo mais, realmente nos entristece, pois sabemos que o que custa três acaba saindo por seis. Vejam o exemplo do Engenhão, cuja prefeitura do Rio repassou ao Botafogo, porém o estádio não agrega nada a população (assistam ao Programa Brasil Olímpico-Uma candidatura passada a limpo, na ESPN Brasil-sábado às 21h30).

Podem até transformar o Brasil, em cinco anos, mas em tempos de crise vejo que tudo isso é balela e infelizmente teremos a Copa mais superfaturada da história e que se submete a interesses políticos, dos quais algumas sedes não tem (e não terão) nenhuma tradição futebolística.
Diogo Patroni

Marcelão ou Nabisão?


Se você, assim como eu, costuma freqüentar a cidade de Bragança Paulista, localizada a 80 km de São Paulo, já deve ter percebido que a pergunta no título deste post tem feito parte das rodas de discussão na cidade, desde o final do ano passado.

Bragança é a terra da lingüiça, e também a terra do Clube Atlético Bragantino, equipe de futebol profissional da cidade, fundada em 08 de janeiro de 1928 e que já foi campeã paulista da séria A1, em 1990 e vice-campeã brasileira em 1991, derrotada pelo time do São Paulo, que mais tarde se tornaria campeão mundial.

O Bragantino possui, desde 1949, um estádio próprio batizado em sua inauguração de Marcelo Stéfani, ou “Marcelão” – em homenagem ao homem que doou um terreno de sua propriedade para que o clube pudesse construir sua “casa”. Homenagem mais do que justa, mas que foi mantida até o final de 2008, quando o local passou a se chamar Estádio Nabi Abi Chedid, ou “Nabisão”.

Mesmo sendo impossível falar do Bragantino sem citar a família Abi Chedid (um dos primeiros presidentes do clube foi Hafiz Abi Chedid), a decisão do atual presidente, Marco Antonio Abi Chedid em homenagear seu pai, substituindo o nome do estádio, não vem sendo tolerada pela população da cidade e pelos tradicionais torcedores do “leão”. Em pesquisa realizada pelo principal jornal da cidade, a rejeição pela troca chegou a 90%, mostrando que os bragantinos não gostaram nada da homenagem.

Quando falou à reportagem do UOL, o atual presidente justificou a escolha com a afirmação de que apenas o estádio se chamará Nabi Abi Chedid, e que um complexo esportivo – ainda não construído (vejam só!), será mantido com o nome de Marcelo Stéfani. Aproveitou, também, para destacar as recentes reformas e modernizações realizadas no local.

Uma análise da situação, por mais simples que pareça, não deve ser feita de maneira irracional e apaixonada, já que isso nos levaria a pesar qual nome foi mais importante para o Clube Atlético Bragantino: Marcelão ou Nabisão – o que me parece um tanto quanto injusto e inoportuno. Se o primeiro ajudou o time em seus primórdios, o segundo foi um dos responsáveis pela chamada época de ouro da equipe de Bragança Paulista.

Fato é que a despreocupação do atual presidente em ouvir a opinião pública, antes de tomar importante decisão, me parece ser o maior erro desse processo. Em situações como essa uma audiência pública parece ser a escolha correta já que, mais do que um estádio do clube, o local faz parte da história de Bragança. É o que torna a decisão “não ilegal, porém imoral”, citando o comentarista da TV Bandeirantes, Neto.

Infeliz me parece, também, a idéia de oferecer benefícios à maior torcida organizada do clube, em troca de apoio a essa decisão – rumor que ganha força entre os apaixonados pelo massa bruta. Verdade indissolúvel é que, em dois jogos realizados no “Nabizão”, o “Braga” coleciona duas derrotas no Campeonato Paulista - prato cheio para os supersticiosos de plantão.


Gabriel Nicolatti

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Egito, ai vamos nós!


O filme é agonizante, irritante e, as vezes, mal rodado, mas o final é sempre um satisfatório déjà vu.


É dessa forma toscamente metafórica que a seleção brasileira sub-20 vem guiando as suas participações nos últimos Sulamericanos da categoria. O início da trajetória no semi-amador certame continental é, invariavelmente, um tanto quanto claudicante, com exibições sufocantes diante de países do eixo bolivariano e afins.


As projeções são sempre as piores possíveis. Nossos garotos, ou grande parte deles, com as faces revestidas de espessas máscaras, pedalam, enfeitam e ludibriam... Ludibriam tão bem que temos a convicção de que estamos assistindo a mais uma geração perdida, que, no máximo, conseguirá relativo sucesso em clubes periféricos do Oriente Médio.


Mas, depois de nos resignarmos com algumas certezas, a pirralhada, numa improvável digressão de animo, resolve crescer na hora mais aguda da disputa. Daí vencem um acertadíssimo Uruguai (em 2007 e agora), derrotam uma Argentina sedenta por vitória num gramado enlameado (eles sempre vencem sob essas condições) e, enfim, pavimentam um caminho tranquilo rumo ao Mundial como se algumas exibições abaixo da crítica fossem um mero detalhe dentro desse roteiro. Foi assim em 2007-aliás, diga-se de passagem, tínhamos uma seleção bem melhor naquela ocasião-será assim na edição de 2009.


Diante deste cenário confuso e repleto de alternativas, nunca saberemos com qual realidade devamos chegar ao mais importante torneio entre seleções sub-20: aquela da equipe despadronizada e inócua ante qualquer oponente, ou aquela que cresce no momento certo, se supera frente as dificuldades e vence quem vier pela frente.


Há dois anos fomos campeões do continente com sobras, em um conjunto que reunia promessas como Pato, Lucas, Danilinho e Leandro Lima. Euforia efêmera, porque, meses depois, no Mundial do Canadá, os canarinhos se classificaram numa indigna terceira colocação num grupo que tinha Coréia do Sul, EUA e Polônia. Depois, foi só apanhar por 4 a 2 para a Espanha nas oitavas para voltarmos ao devido lugar. Portanto, achtung, sem grandes ilusões porque a competição no Egito, em setembro, poderá reservar amarguras aos nosso garotos.

Pobre Argentina...

Contrapondo a normalidade, a Argentina vai fazendo um Sulamericano aquém de suas tradições. Do jeito que vem se postando em campo, os azuis-celestes correm sério risco de ver o Mundial pela TV, o que seria trágico, futebolisticamente falando. Para piorar, essa nova safra que surgiu, comandada pelo competente Sergio Batista, não convenceu ninguém até agora. Nem mesmo as atuações de Emiliano Insúa, lépido defensor que atua no Liverpool, saltou aos olhos.



Ricardo Gomes

Super Bowl is amazing

Um jogo sensacional. É assim que podemos definir a final do Super Bowl XLIII, entre Arizona Cardinals e Pitsburgh Steleers. Para meros espectadores (como eu) do futebol da bola oval, a final de ontem no Raymond James Stadium, em Tampa deu mais uma prova de como é possivel transformar o esporte, num espetáculo grandioso.
O jogo foi transmitido para mais de 230 países e somente nos Estados Unidos foi acomapanhado por mais de cem milhões de pessoas. Desta forma as dez primeiras audiências da TV norte-amaericana são do Super Bowl. A emissora NBC divulgou que a partida de ontem resultou numa receita de aproximadamente US$ 260 milhões, uma vez que foram cobrados US$ 3 milhões para a exibição de cada comercial de 30 segundos.
Ah durante o intervalo houve tempo ainda para o show de Bruce Springsten (o palco foi montado em nada menos do que oito minutos).

A partida
Certamente o Super Bowl 43, entre Cardinals e Steleers ficará para a história como um dos melhores de todos os tempos. Sou leigo (ja falei), mas consigo entender algumas coisas que vão além do touchdown e field goal.
Ontem, o numéro 92 dos Steleers, James Harisson proporcionou um dos maiores lances de uma final, ao sair do seu campo de defesa e cruzar 100 jardas (92 metros) para o campo de ataque rumo a end zone. A jogada foi tão espetacular que no final o defensor precisou do auxílio de um balão de oxigênio. No fim do segundo quarto o placar apontava 20 a 7, Steleers, mas com uma reação impressionante e uma noite inspirada do número 11, Larry Fitzgerald (com dois touchdowns), os Cardinals viraram para 23 a 20.
Faltando pouco menos de dois minutos para o fim, a equipe de Pitsburgh fez o impossível avançando mais de 70 metros. Graças ao passe perfeito do quarter back, número 7, Big Ben Roethlisberger e ao salto impressionante do número 10 e MVP, Sanantonio Holmes, os Steleers penetraram na end zone dos Cardinals. Touchdown!!!
O Placar estava 27 a 23 para Pitsburgh, mas mesmo com 45 segundos restantes os Cardinals lançaram-se ao ataque, porém ja era tarde. Final Pitsburgh Steleers hexa-campeão do Super Bowl e o maior vencedor da NFL.

Diogo Patroni