terça-feira, 10 de março de 2009

Homem verde na seleção

Dunga continua buscando incessantemente novas invencionices para o selecionado nacional. O nome da vez é o jovem atacante brasileiro Hulk, de apenas 22 anos, que atua pelo Porto, de Portugal. Segundo o jornal luso “O Jogo”, o técnico se impressionou com a velocidade e o poderio de finalização do avante, quase que um emulado de Adriano, já que ambos são canhotos, corpulentos e dotados de uma força tremenda nos disparos a gol. Honestamente, pelo que bisbilhotei em alguns jogos da equipe portista pela liga local e também na Champions League, não creio que Hulk, como Givanildo Vieira de Souza é carinhosamente apelidado, seja mais um representante da famigerada estirpe “Afonso Alves” de atacantes. Mas, em contrapeso, me soa imprudente lançar mão de apostas a essa altura do campeonato, principalmente no ataque, setor em que, se não temos fartura, ao menos temos mão-de-obra qualificadíssima. Elencando só aqueles habitualmente convocados, como Robinho, Adriano, Luis Fabiano e Pato, quem poderia ser preterido para a entrada de Hulk? O engraçado é que a mais nova menina dos olhos de Dunga já foi inclusive comparado pela imprensa europeia a Ronaldo, algo sempre recorrente no Velho Continente. Por enquanto, o preferível é continuar atento às exibições de Hulk com a camisola azul e branca ao longo das próximas temporadas.

Se você ainda não viu, nem ouviu falar de Hulk-o jogador, claro-confira no link abaixo alguns de seus highlights em campos portugueses:

http://www.youtube.com/watch?v=Vmue5M9oiYQ&feature=related


Ricardo Gomes

segunda-feira, 9 de março de 2009

A Volta do guerreiro (Parte II)

A esta altura todos já sabem o placar do clássico de ontem, e já estão cansados de tanta repercussão do gol anotado por Ronaldo Nazário de Lima. Portanto, nobre leitor não vou fazer mais uma resenha da partida, e sim dedicar algumas palavras a ressureição do Fenômeno.
Ronaldo havia feito boa estréia contra o Itumbiara, na última quarta-feira, entretanto alguns ainda ousaram lhe criticar desedenhando de sua forma física. Mas diante de tantas adversidades já superadas, esta parece ser a menor delas.

O maior artilheiro de todas as Copas, novamente entrou para a história ao marcar um gol em um clássico e ainda no último minuto. Gol este que emocionou não só coriantianos, mas sãopaulinos, santistas, flamenguistas, gremistas a até os próprios palmeirenses. Por que não?

Quis o destino que o camisa nove alvinegro estivesse ali naquele instante. Ronlado é predestinado e o fruto de sua dedicação e força de vontade é o gol, que sensibiliza o mundo inteiro tornando-o num Fenômeno midiático e de marketing. Como diz uma propaganda publicitária.

Bem vindo guerreiro!!!

Diogo Patroni

domingo, 8 de março de 2009

Antevisão do dérbi

Ronaldo e Keirrison à parte, Corinthians e Palmeiras prometem nivelar forças no clássico de logo mais, no estádio Prudentão, em Presidente Prudente. Não sou muito afeito à velha teoria de que em clássico não existe favorito. Existe sim, seja o favoritismo em pequena ou larga proporção. Devido ao estilo rápido e impetuoso de jogo apresentado em grande parte desse Paulistão, o alviverde entra em campo com uma perspectiva de vitória timidamente maior que a do rival, que se apega à “atmosfera Ronaldo” para triunfar. A vantagem citada anteriormente, porém, é mínima, quase irrisória. Mesmo com o ótimo aproveitamento de 75,8 % na competição regional, o que lhe dá a segunda colocação na tabela, a equipe de Mano Menezes ainda não convenceu em 2009. Futebol burocrático, suplentes aquém da expectativa, centroavante estéril e um camisa 10 que parece indisposto a viver os seus melhores dias. Ainda que pareça unânime, esse é meu diagnóstico bem resumido acerca do que acontece com o atual campeão da Série B. A chance de desbravar um novo horizonte no torneio está logo ali para o Timão, basta interromper a indigesta sequência sem vitórias sobre o seu mais tradicional oponente, deleite que a fiel torcida não vivencia desde 2006. E vamos que vamos que o jogo já vai começar!


Ricardo Gomes

sexta-feira, 6 de março de 2009

A volta do guerreiro

A última quarta-feira (4) foi memorável, não só para a torcida do Sport Club Corinthians Paulista, mas sim para os amantes do futebol em geral. Aos 22 minutos do segundo tempo, todo o estádio JK (em Itumbiara), a cidade de São Paulo, o Brasil e o mundo vibraram. Sim, Ronaldo está de volta.
Em pouco mais de 27 minutos que ficou em campo, tabelou, deu passe, procurou o jogo, fez pivô e só não finalizou à gol porque Douglas não quis. É evidente que Ronaldo está aquém de sua forma física e que não têm o mesmo arranque de outrora. No entanto, é um jogador diferenciado e com uma inteligência e leitura de jogo afrente dos atletas comuns.
Ronaldo Nazário de Lima, não é Fênomeno por acaso, não é fênomeno por que é maquina, mas é fênomeno por que é esforçado, batalhador e ama aquilo que faz. O prazer de jogar futebol.

Diogo Patroni

quinta-feira, 5 de março de 2009

A estreia do Corinthians

Tônica dos primeiros meses de 2009, o Corinthians jogou pro gasto, o bastante para vencer um atrevido Itumbiara por 2 a 0 na abafada noite de quarta-feira (4) e garantir a passagem para a segunda etapa eliminatória da Copa do Brasil. Resultado esperado, ainda mais se tratando de duas equipes com qualidades tão díspares e realidades tão abissais. O tricolor goiano mostrou-se desde o início da peleja disposta a ditar o ritmo do jogo, imprimindo velocidade pelos flancos e abusando das investidas inócuas de Denílson. O Corinthians, por sua vez, espreitava de forma friamente calculada o ensejo se estocar o adversário, configurando-se em campo de forma a explorar os contragolpes. Quando a torcida que apinhava o Juscelino Kubitschek já se preparava para fazer a merecida pausa para o banheiro durante o intervalo, eis que Jorge Henrique fez valer talvez de sua única virtude: a de dissimular infração quando surge o natural entrevero com o oponente dentro da área. Êxito na missão! Bola na marca da cal, e Chicão, sempre ele, inaugura o marcador no último minuto da primeira etapa. O segundo tempo começa e o Timão, logo aos 4 minutos, acaba com a graça da partida. O lateral esquerdo André Santos, cada vez mais atacante, faz um belo gol com a destra. Daí em diante, pasmaceira... O alvinegro paulista teve ainda chances claras de ampliar a contagem, mas esbarrou no preciosismo de Douglas e Otacílio Neto. Honestamente, pelo que apresentaram os dois times, um placar mais dilatado que 2 a 0 já seria exagero. Vaga merecidíssima para Mano Menezes e seus comandados, que agora terão pela frente o Misto-MS. Ah, Ronaldo atuou os 27 minutos finais do encontro.


Ricardo Gomes

terça-feira, 3 de março de 2009

O dia em que o Palestra parou

A noite de 03 de março de 2009, com certeza ficará na memória do torcedor palmeirense por muitos anos. A derrota acachapante de 3 a1 sofrida diante do Colo-Colo (CHI), talvez entre para o ranking das mais detestáveis, somadas as derrotas para, Asa de Arapiraca (Copa do Brasil-02), o 7 a 2 do Vitória (Copa do Brasil-03) e a perda do título da Libertadores-00, para o Boca Juniors (nos pênaltis).
Hoje, tinha tudo para ser uma grandiosa festa, Palestra Itália lotado e a torcida incentivando desde o primeiro minuto. Mas eis que surge um argentino, Lucas Barrios (atacante camisa n°8). Barrios não só fez o gol que iniciou o desepero alviverde aos 43 minutos da primeira etapa, como deu o passe para o segundo (anotado por Torres).
No segundo tempo o Palmeiras caiu na sua própria armadilha ficando refém de seu desespero (ainda que sem causa). Durante a semana Luxemburgo deu declarações afirmando que este seria o jogo do ano para sua equipe. Fato que certamente desestabilizou seus jovens e inexperientes jogadores (em Libertadores).
Após o terceiro gol do Colo-Colo, aos 34 minutos da etapa final, o silêncio tomou conta das arquibancadas do Palestra Itália e a expressão de angústia dos torcedores se tornava mais evidente a cada passe errado. No final alguns ainda entoaram um coro ironizando as conquisas estaduais de Luxemburgo.
Agora é ganhar e ganhar seja contra Sport, LDU e Colo-Colo, mas o que não pode é todos considerarem novamente o jogo da vida.
Diogo Patroni

segunda-feira, 2 de março de 2009

Erros de apuração

Como jornalista (mesmo que ainda recém formado) me entristece ouvir algumas coisas. Não foi a primeira nem a última vez que presencio informações equivocadas no mundo esportivo.
Na sexta-feira passada Renata Fan, no Jogo Aberto disse que o Werder Bremen (que empatou com o Milan, em 2 a 2 no San Siro) se classificou por ter feito mais gols na casa do adversário. Até aí tudo bem, mas o equívoco aconteceu ao falar que o jogo de ida na Alemanha tinha sido 0 a 0. A partida na realidade foi 1 a 1.
Outro erro de apuração ocorreu durante a programação do Sportv, e no SPTV (da TV Globo). Os apresentadores de ambos programas falaram, afirmaram e ratificaram que o Corinthians enfrentou o Marília, em Presidente Prudente. Mas todos (nem todos) sabem que o mando de jogo era do Marília e que a partida foi disputada no Bento de Abreu, em Marília.
Esses são alguns de tantos exemplos. Já vi até chamarem o time pelo nome do estádio e por aí vai.
O que acontece com nossos colegas de imprensa?
Tudo bem que hoje as redações são mais corridas e dinãmicas, porém não justifica o erro de informação que acaba ludibriando o público.