segunda-feira, 23 de março de 2009

Mais Grafite!

Ahh, antes que eu me esqueça, achei por acaso uma relação com os dez melhores marcadores na Europa na temporada 2008/2009, onde Grafite ocupa a honrosa oitava colocação.
Faltando pouco mais de três meses para o término dos torneios domésticos no Velho Continente, será que dá para enquadrar o brasileiro como sério candidato à Chuteira de Ouro? Não custa nada conferir...
Abaixo, a ilustre listinha:

1. Marc Janko, Red Bull Salzburg, 33 gols
2. Samuel Eto'o, FC Barcelona, 25
3. David Villa, FC Valencia, 19
3. Marco di Vaio, FC Bologna, 19
3. Diego Forlán, Atletico Madrid, 19
3. Zlatan Ibrahimovic, Internazionale, 19
3. Lionel Messi, FC Barcelona, 19
8. Grafite, VfL Wolfsburg, 18
8. Vedad Ibisevic, 1899 Hoffenheim, 18
8. André-Pierre Gignac, FC Toulouse, 18


Ricardo Gomes

Grafite e o gol


E não é que Grafite, aquele medíocre avante que saiu achincalhado do São Paulo em 2007 tornou-se no último sábado (21) o dono da melhor média de gols da história da Bundesliga! O feito por si só já é louvável, mas o que o torna ainda mais consagrador é o fato do brasileiro ter superado ninguém menos que Gerd Müller, um dos mais letais atacantes em todos tempos. Segundo levantamento do “Bild”, o índice do camisa 23 do Wolfsburg é de um gol a cada 72 minutos- assinalou até o final da 25ª rodada 18 tentos em 16 aparições na liga local, dividindo a artilharia com o bósnio Ibisevic. Já o lendário Müller (segundo maior artilheiro da história das Copas do Mundo), acumulou na época 1971/72 a média de um gol a cada 77 minutos- na ocasião, balancou a rede em 40 oportunidades pelo Bayern de Munique. Os gols em profusão do ex-são- paulino em terras germânicas surpreendem muita gente por aqui e já alimentam conjecturas acerca da qualidade do futebol jogado no país três vezes campeão mundial. Eu não coloco em dúvida a fase ímpar de Grafite que, além da frieza no momento da finalização, mostrou-se ser um eficiente construtor de jogadas, haja vista as inúmeras tabelas com o seu parceiro de ataque, o eslovaco Dzeko. Quanto ao Campeonato Alemão, me limito a dizer que é disparado o certame mais divertido de se acompanhar no momento, seja pela vocação de suas equipes a ofensividade (até os times pequenos são atrevidos) ou simplesmente pelos comentários impagáveis de Gerd Wenzel nos canais ESPN.


Ricardo Gomes

quinta-feira, 19 de março de 2009

Especial Clubes

A partir de agora este blog inicia um especial voltado para os clubes. Caro leitor, você poderá nos enviar um texto contando a história de um clube, seleção, ou jogador.
O primeiro post da seção é de Rodrigo Furlan, colaborador deste blog, corintiano de coração, apaixonado por golfe e admirador do Tottenham Hot Spurs.

Tottenham Hotspur Football Club

"Não sou daqueles que gostam de dizer que têm times de coração em todos os lugares – particularmente, acho estranhíssimo, aliás, quem diz torcer por uma equipe em cada estado brasileiro, por exemplo. Sou corintiano devoto, mas só tenho alguma simpatia pelas equipes menores de São Paulo, como a Portuguesa ou o Juventus.
O mesmo se aplica no caso de clubes do exterior. Nesse caso, no entanto, duas exceções: uma delas é o Sporting, em Portugal. A outra, dá início a esta série de especiais, que englobará não somente clubes, mas também seleções, jogadores e partidas históricas".

História
No norte de Londres, pelos idos de 1882, um grupo de jovens, parte deles vinda do clube de cricket local e outra parte de estudantes de Gramática, deu início à história do Hotspur FC, com o intuito de entrarem de cabeça no ascendente mundo do futebol.
Dois anos depois, o nome da agremiação sofreria uma alteração que dura até os dias de hoje, sendo sinônimo de tradição e glórias: Tottenham Hotspur.
Àquela época, o primeiro uniforme dos Spurs era formado por camiseta e calções azuis-escuros, o que se modificou em 1887 para azul-claro e, em 1890 para um conjunto formado por camisetas vermelhas e calções azuis-escuros.

A primeira partida do Tottenham foi disputada em 1885, quando o jovem clube londrino enfrentou e venceu o St. Albans por 5 a 2, na disputa de um torneio na capital inglesa.
O amadorismo deu rapidamente espaço para o profissionalismo, já no ano de 1895. Na temporada seguinte, primeira disputa oficial: Divisão Um – Liga Sul. A essa altura o Tottenham ostentava uma combinação nova de cores: dourado e marrom.

O Marshes foi o primeiro local a receber as partidas do clube, até 1898, quando o Tottenham assumiu o Northumberland Park, onde chegou a abrigar partidas com 14 mil espectadores – número altíssimo para o final do século XIX.

Não satisfeita com o espaço, a direção da equipe tomou uma postura ousada já no ano seguinte, ao se transferir para o espaço que hoje é conhecido como White Hart Lane, estádio com capacidade para 36 mil fãs.

O primeiro título veio em 1900 – a Liga Sul, imediatamente seguido, em 1901, pela conquista da Copa da Inglaterra, o mais tradicional torneio de futebol do planeta. Esta foi a única ocasião em toda a história na qual um clube não-filiado sagrou-se campeão da competição.
Depois desse sucesso meteórico, o Tottenham continuou a subir, mas com menor velocidade. O ápice foi a chegada à Primeira Divisão inglesa em 1909, de onde seria rebaixado em 1915 e para onde só voltaria em 1920.
Com mais algumas idas e vindas, o clube alcançou em 1938 o recorde de público numa partida, que perdura até hoje: 75.038 pessoas, no jogo contra o Sunderland, válido pela Copa da Inglaterra.
O primeiro título do Campeonato Inglês veio para o Tottenham em 1951. Dez temporadas depois da conquista, outro marco na história do clube: tornou-se o primeiro a faturar a “dobradinha” (títulos do Campeonato Inglês e da Copa da Inglaterra) no século XX.

Os troféus internos se tornaram uma constante para os Spurs – desde então, foram mais cinco Copas da Inglaterra (1962, 1967, 1981, 1982 e 1991) e quatro Taças da Liga Inglesa (1971, 1973, 1999, 2008). No entanto, as fronteiras da Inglaterra ficaram pequenas e o sucesso ganhou o continente.

Já em 1963, o Tottenham se tornou o primeiro clube inglês a vencer a Copa dos Campeões da Europa, competição disputada apenas pelos vencedores das Copas dos países e que foi extinta na temporada 1998-99. Dois títulos da Copa da UEFA, em 1972 e 1984, colocaram definitivamente a esquadra do White Hart Lane no cenário mundial do futebol.

Desde o início da Premiership/Premier League, em 1992, os tempos do Tottenham se tornaram menos vitoriosos – em duas décadas, somente dois títulos da Taça da Liga Inglesa – mas longe de apequenar a história de um dos clubes mais tradicionais do planeta.

Principais craques
Gary Lineker – o mais conceituado atacante inglês da década de 80 atuou 138 vezes com a camisa do Tottenham, marcando impressionantes 80 gols. Durante sua passagem os Spurs venceram a Copa da Inglaterra em 1992.

Glenn Hoddle – tido como o jogador inglês mais talentoso de sua geração, Hoddle vestiu o manto dos Spurs em 12 temporadas – entre 1975 e 1987. Levantou duas Copas da Inglaterra e uma Copa da UEFA, pavimentando seu caminho para as 53 convocações para a Seleção.

Terry Dyson – o baixinho de 1m62 marcou sua passagem de 10 anos pelo Tottenham sendo o lépido meio-campista que jogava pelas alas (o famoso winger) da equipe campeã da “dobradinha” de 1961.

Curiosidades
- O mascote do Tottenham é um galo
- Boa parte da torcida do clube é formada por judeus, o que, historicamente, propiciou atos anti-semitas contra esses torcedores
- O primeiro patrocínio do clube – da cerveja Holsten – surgiu apenas em 1983, nada menos do que 101 anos após a sua fundação.
- Está prevista a construção de um novo e maior estádio para o Tottenham até 2012, ano dos Jogos Olímpicos de Londres, nas imediações do White Hart Lane.
-O primeiro jogo diante do maior rival do clube, o Arsenal, foi jogado em 1887 e não terminou. O motivo? Falta de luz natural – os Spurs venciam por 2 a 1.
- Além do Arsenal, as grandes rivalidades do Tottenham ficam com o Chelsea e o West Ham.
- A receita obtida do primeiro jogo em White Hart Lane, um amistoso contra o Notts County, em 1899, foi de 115 libras.


Rodrigo Furlan

quarta-feira, 18 de março de 2009

Virou rotina

A briga por ingressos é algo que nos envergonha cada vez mais. O resultado é fruto do amadorismo e despreparo dos dirigentes, que mentem descaradamente para o torcedor.
Tanto Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo não ganharão nada em restringir os dez por cento aos adversários. Medidas como essa não promovem o espetáculo e sim a violência, o ódio e o rancor. O futebol fica em segundo plano e mais uma vez os jogadores entrarão em campo com o espírito armado e prontos para uma guerra (excessão feita a Escudero).
O bate-boca entre cartolas é repugnável é reflete exatamente o baixo nível em que se encontra o futebol brasileiro.
Será que em 2014, os argentinos também deverão se contentar com os dez por cento?
Isso é, se a Copa for aqui
Diogo Patroni

sábado, 14 de março de 2009

Agora é tarde

Desde o início o embate entre Manchester United x Liverpool, em Old Trafford parecia ser disputado, e como a maioria dos clássicos decidido nos detalhes. Os visitantes marcavam a saida de bola adversária, enquanto o Manchester apostava na velocidade de Carlitos Tevez e Rooney. No momento em que o Liverpool parecia estar melhor, Park é derrubado na área. Cristiano Ronaldo cobra e abre o placar para os Devils.
Com o resultado o United abriria dez pontos para o rival (e ainda com um jogo por fazer). Título mais do que certo, até que aos 27 minutos o excelente zagueiro Nemanja Vidic falhou bisonhamente na frente de Fernando Torres, que não perdoa. Gol do Liverpool. A partir daí os "reds" tomaram mais coragem e Gerard passou a jogar mais solto no meio. A virada veio aos 42 minutos da primeira etapa, em penâlti cometido por Evra no capitão. Ele mesmo bateu e converteu.
No segundo tempo a equipe de Alex Fergunson se lançou ao ataque, mas sem sucesso. Já o Liverpool abusava dos contra golpes. Após outra furada de Vidic, Gerard sofreu falta, mas desta vez Fábio Aurélio bateu com perfeição. Os reds ainda fizeram mais um com Dossena.
A vitória do Liverpool significou a perda da invencibilidade de 16 jogos dos "devils" na temporada, além da quebra do tabu de cinco anos sem vencer o Manchester, no "Teatro dos Sonhos". Destaque para a excelente atuação de Fábio Aurélio (que anulou o português Cristiano Ronaldo) e sequer foi convocado por Dunga, opá.
Apesar do tropeço é muito díficil tirar o título do United.
Diogo Patroni

quarta-feira, 11 de março de 2009

A crise de la diez

A declaração mais do que bombástica de Juan Román Riquelme, (ex-dono da camisa dez da seleção argentina) surpreendeu a todos. Román sempre foi conhecido por seu comportamento temperamental no qual não aceita críticas.
Um dos raros meias do futebol mundial, o craque do Boca Juniors ás vezes demonstra certa insegurança (foi assim no Barcelona e Villareal). Riquelme é um jogador diferenciado e com uma habilidade extrema, mas seu melíndre lhe atrapalha.
Na Argentina a maioria alega que "és muy habilidoso, pero no corre". Talvez seja este o principal motivo da crítica de Diego Maradona, camisa dez dos bons e ídolo maior do país (junto com Gardel e Evita).
No Brasil, o mesmo se assemelha à Alex e Rivaldo, outros excelentes camisas dez. Ambos ficaram fadados ao sucesso na seleção por nao suportarem críticas e por terem se escondido em times de pouca expressão. Rivaldo foi um dos melhores na Copa de 2002 é verdade. Mas e depois? Sumiu.
A seleção alvi-celeste vai sentir falta de Román, mas o próprio jogador sofrerá mais. Maradona como atual comandante (mesmo que fanfarrão) tem todo direito de dar pitacos no trabalho de seus jogadores. Agora se Riquelme não aceita, então pede pra sair!!
Diogo Patroni